sábado, 10 de março de 2012

Gostei muito desse poema, só não posso concordar que os espinhos escondem a beleza das flores. Não está a beleza também nos espinhos? Reconhecendo que ela está fragmentada por toda parte, então se buscarmos, se olharmos com cuidado, a encontraremos neles também.

Os espinhos não nos afastam das flores, mas nos tornam merecedores delas. Eles nos lembram que alcançar a beleza (e toda virtude) requer sacrifício; que ela não está à mercê de quem a busca por mero deleite, mas se oferece apenas àqueles que querem dar-se a si mesmos, a sua pele, o seu sangue, o seu conforto, para tê-la.

E se alguém me disser que as flores fenecem, ousarei discordar. Lembro Cristo dizendo que se o grão de trigo não cai no solo e morre, não se multiplica. O morrer das flores gera frutos e sementes que as espalham, que as multiplicam, e elas vivem em cada uma das muitas que delas nasceram. Fenecendo elas espalham a beleza.

Selecionei rapidamente umas fotos no flickr, para mostrar como podem ser belos os espinhos:






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