segunda-feira, 25 de março de 2013

Voltando para casa à noite, a rua deserta, de uma casa trinta metros à frente sai um cachorro que, ao me ver, não pensa duas vezes: começa a latir e correr na minha direção. Continuo seguindo em frente, imaginando que ele não fosse se aproximar, mas ele avança, latindo, e só se pára quando eu tento lhe atingir com um chute. Ele recua até a casa, eu continuo andando, imaginando que ele tenha desistido, mas logo ele volta correndo. Repete-se a mesma cena: chuto o ar, mas desta vez ele chegou bem pertinho. A essa altura todos os cães da rua estão latindo desesperadamente, e eu fico me perguntando se mais algum sairá por algum portão esquecido aberto. O cachorro se afasta de novo até a calçada da sua casa, eu continuo andando. Mais uma vez ele corre na minha direção, e então aparece finalmente a dona do cachorro para lhe mandar entrar. Ele não obedece e eu novamente chuto o ar. Já devia ser cômica a cena. Indagada se o cachorro era dela, a mulher só responde que "dia desses ela levou um chute", fica na frente do animal e finalmente consegue pará-lo.

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