quarta-feira, 14 de agosto de 2013

As palavras se sustentam sozinhas, nenhuma relação precisam ter com a realidade. Há dias me perturba a leitura de uma bela citação, porque ela destoa completamente da vida de seu autor.

O valor que verdadeiramente tivermos, só o temos aos olhos de Deus. Diante de todos os outros o que vale é uma aparência. E não me refiro à estética. Aos olhos alheios, tomamos a forma que subjetivamente nos for dada. Um conjunto de preconceitos nos delimita, um amálgama de conhecimento e ignorância é o espantalho que ocupa nosso lugar no mundo.

O que não se sabe é preenchido com a imaginação. As razões desconhecidas são substituídas por traços que o outro acredita serem centrais, e que passam a explicar tudo. As mentiras desejadas são verdades. E as verdades pelas quais não se tenha afeição são mentiras. O juízo de um ser humano sobre o outro é isto: um fantasma que se forma na mente do primeiro, uma de incontáveis aparências possíveis.

E assim também um bem que se faça só pode ser feito a Deus. O destinatário imediato, o homem, pode ver no bem um mal, 'desvendar' intenções ocultas, acreditar ser merecedor de mais do que lhe foi feito. Por isso quem faz o bem não deve esperar recompensa. É a Deus que se faz; é Ele, onisciente, quem julga.

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